segunda-feira, 16 de julho de 2007

Tu...

Surgiste que nem vento repentino,
Vendaste-me, impedindo-me de olhar,
Aqueceste-me como o sol vespertino,
Com mil histórias de encantar.

Deste-me a mão lá de cima,
quando estava num poço sem fim,
ergueste-me a alma e a rima,
e assim te agradeço, pelo que fazes por mim.

A chuva impediu as suas gotas
O sol teve medo de brilhar
As estrelas apagaram-se loucas
com a imponência do teu olhar.

O tempo pára todos os ponteiros
Quando me escondo nesse teu refúgio interior
Juntos criamos aromas e cheiros
desse perfume que é o amor.

O passado parece esconder-se intimidado
O futuro promete abrir portas afectivas
O presente diz-me que devo ter cuidado
e não tomar as coisas como definitivas.

É por isso que te acompanho em viagens
e visitamos mil lugares diferentes
mesmo que tudo sejam miragens
ou apenas sonhos que me transmites.

"Promete" que vens sempre comigo
agarrados sempre pela mão
para que vivas sempre no meu abrigo
quer na alma, quer no coração.

Amizade...

Durante o ano acompanhamos os nossos amigos, nos seus problemas, nas suas derrotas, nas suas vitórias, e somos também constantemente observados de perto por esses amigos que tanto gostam de nós... Por vezes as nossas vidas alteram-se quando não estamos perto deles, outras vezes porque eles estão de facto perto. Mas quando se dá uma ausência quase total e inexplicável, principalmente do nosso melhor amigo, sentimo-nos bastante abandonados, traídos, desolados, e mais ainda quando não conseguimos explicar porquê. Mudanças de escola, mudanças de turma, mudanças de casa, mas será que isso é suficiente para mudar o sentimento de duas pessoas que se consideram quase como irmãos?!
Calamo-nos sem sermos capazes de fazer qualquer coisa para fazermos esses amigos voltarem, porque pensamos que se gostam mesmo de nós um dia voltarão, mas esquecemo-nos que eles podem pensar o mesmo de nós. Os dias ficam nublados, e tudo nos parece indiferente, as coisas perdem todo o seu valor, e desejamos apenas retomar a amizade forte e duradoura que sempre tivémos. Então porque razão isso não acontece?! E porque razão se desvanece a amizade?! Será que de facto tudo tem um fim? Espero eu, por mais que uma razão, que não seja assim... Tenho dito.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Férias estranhas

Que férias são estas?! A verdade, é que o tempo de "se ela dança, eu danço" começou muito bem, mas agora já não está nos conformes, o pessoal anda todo a cortar-se!! Enfim, praia, hoje, desde há um ano.. Matar saudades, só faltava lá uma pessoa mas não foi possivel, outros dias virão.
Mas as notas, as notas... Não há um dia em que não se pense nas notas, médias, entradas na faculdade... Belos tempos aqueles em que acabava o ano e acabava tudo, era só praia, piscina, filmes, cinema, música, namorar e mai (mesmo mai) nada! Com a idade vêm as responsabilidades, e se umas coisas ficam melhores, a verdade é k algumas pioram... Mas pronto, há que ter amigos e quem sabe algo mais, para nos ajudar nessas partes menos boas. Tenho dito.

Férias estranhas